sábado, 29 de agosto de 2009

Bonito por fora, mais ainda por dentro

O dia começou cedo para mim. Antes das 6 da manha já havia acordado. Tudo por conta da minha ansiedade. As 9:15 faria meu batismo em mergulho.

No dia anterior, já havia visto um vídeo de introdução ao mergulho. Todo em inglês. Então, digamos que entendi 70% do que havia nele. Tomara que nos 30% restantes não estejam detalhes de sobrevivência importantes. rs 

Voltando ao dia de hoje, meu instrutor já estava à espera. James. Um americano, cujo espanhol era pior que o meu. Resultado: Aulas na piscina, também em inglês. (Eu cheguei aqui achando que usaria mais o inglês que o espanhol, mas não posso ser hipócrita de dizer que em inglês as coisas são mais fáceis, o portunhol aqui é muito bem aceito. Mas de todo jeito, valeu, e muito, para treinar meu inglês autodidata) O outro rapaz que faria o mergulho comigo era um Russo, mais branco que o Michael Jackson. Aqui as saídas de mergulho são com no mínimo 2 pessoas.

Na piscina, confesso, tive MUITA dificuldade. Acho que pelo preparo físico que não anda muito bom. Apanhei um pouco nos exercícios. Todo tempo estava tendo dificuldade em controlar a respiração. Estava indo rápido demais. Cheguei a dizer a Lívia que não daria conta de ir ao mar. Mas estava determinado a fazer essa "parada" de todo jeito. Devo essa força de vontade também ao meu chefe e amigo Tiago. O cara é tão apaixonado pela atividade e conta maravilhas que eu não poderia deixar essa oportunidade passar.

Terminado o treinamento na piscina, simbora para o mar. Cara, estava MUITO nervoso. Um pouco preocupado também. Íamos descer, eu, o instrutor americano, o russo e o cinegrafista, um dominicano. O trajeto de barco até o ponto de mergulho, foi maravilhoso. Deu pra sentir um pouco o que é o mar do caribe, sem ser da praia.

Checamos mais uma vez o equipamento e pulamos na água. A primeira etapa era seguir uma corda até o fundo. 35 pés, foi o que me disseram sobre a profundidade que mergulharíamos. Eu fui na frente e quando estava na metade, olhei para cima e não vi nem o russo e muito menos o instrutor. Como o cinegrafista já estava no fundo. (Acreditem... eu vi ele perfeitamente. Não sei o que o Tiago diz de boa visibilidade, mas essa me parecia fantástica.) eu continuei até tocar o fundo. Isso não é como uma montanha russa, ou uma castelo do terror, que você tem medo, mas tem certeza que vai sair ileso. No mergulho, pânico pode causar sérios problemas. Então tentei me tranqüilizar e respirar... apenas respirar. O instrutor, enfim apareceu. Sem o russo que refugou. rs Engraçado que ele havia se saído muito melhor que eu no treinamento e na hora H ele tremeu. 

Nadamos por aproximadamente 30 minutos. Pouco? Pra mim pareceu uma eternidade. Estava muito inseguro. Marinheiro de primeira viagem. Sabe como é? É difícil explicar o quanto bonito é lá embaixo. Gostaria de ter curtido um pouco mais, mas quando não se sabe muita coisa, um tanto de água que entra dentro de sua boca, parece a pior coisa do mundo. E eu sabia que qualquer problema que eu tivesse, eu não poderia subir pra superfície rapidamente. Isso me deixava mais inquieto. rs 

Então um passeio que duraria em torno de 45 minutos, durou menos, porque eu pedi pra subir. Não que não tenha gostado. Já expliquei os motivos. Aliás, não vejo a hora de fazer novamente. Mas dessa vez um pouco mais preparado. 

Tiago, que dia começo na Maramar? rs 

Postado por Guilherme Chagas Prates




Nenhum comentário:

Postar um comentário